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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Por que sentimos desejo por algumas comidas?


Não há nada como o sabor salgado do caldo de carne e a boca cheia de macarrão instantâneo ligeiramente cozido além do ponto. Pelo menos, para mim.
Meu prato favorito na adolescência, o macarrão instanâneo ainda é algo que eu desejo profundamente alguns dias, principalmente quando estou cansada ou doente.
É possível que você também sinta algo parecido por algum outro alimento – aquele desejo que supera todos os outros desejos, aquele prato que desperta sensações em sua cabeça quando você pensa nele.
Com essa intensidade peculiar, essas vontades parecem ser mensagens importantes que o corpo está tentando transmitir. Mas não é bem assim.
Fator hormonal
Eva Kemps, professora de psicologia na Universidade Flinders em Adelaide, na Austrália, explica que, apesar de uma longa tradição de tentar ligar o desejo a deficiências em nutrientes, não é isso o que acontece.
Uma explicação comum para o desejo incontrolável por chocolate, por exemplo, é que se trataria de uma carência de magnésio. Mas tantos outros alimentos, como o espinafre, contêm mais magnésio que o chocolate, a comida mais desejada nas sociedades ocidentais. “E não vemos ninguém com desejo de comer espinafre”, afirma Kemps.
Há muitas racionalizações desse tipo. Mas a vontade está mais ligada a emoções e a sinais externos capazes de evocar memórias.
Enquanto ter fome pode certamente ser um fator no surgimento desse desejo, os motivos são mais psicológicos do que fisiológicos. Segundo Kemp, sentir-se triste, ansioso, estressado, entediado ou solitário pode detonar essa ânsia incontrolável por um determinado alimento.
O uso da comida como conforto não explica a precisão dos desejos exatamente, exceto pelo fato de normalmente pensarmos em comidas com as quais já temos experiências anteriores.
Também tendemos a ter vontade de comer coisas que acabamos de ver em uma foto ou que aparecem perto de nós.
Isso não quer dizer que a biologia humana não esteja envolvida. Estatisticamente, as mulheres tendem a relatar mais desejos nos dias que antecedem a menstruação. E as vontades das gestantes também sugerem que deve haver um componente hormonal para esses desejos particulares.
Independentemente de suas origens, a ânsia por um determinado alimento pode ser extraordinariamente perturbadora. Experiências mostraram que ela dificulta a realização de tarefas cognitivas, o que sugere que ela está monopolizando alguma faixa de processamento do cérebro.
Pistas visuais
Para entender o processo de desejo e ver como ele pode ser interrompido, Kemps e sua colega Marika Tiggemann estudaram exatamente o que a sensação provoca.
Elas pediram que 130 voluntários se lembrassem de alguma vontade por certa comida e escrevessem o que sentiam. Elas descobriram que as pessoas não pensam muito sobre sons ou sensações táteis, enquanto imagens têm um papel mais importante, assim como o sabor e o aroma.
As cientistas passaram, então, a testar a hipótese de imagens não relacionadas a comidas interromperem o desejo compulsivo por algum alimento.
E foi o que descobriram: essa visualização pode diminuir a intensidade da vontade de comê-lo.
Outro estudo, da Universidade de Plymouth, na Grã-Bretanha, descobriu que podia suprimir os desejos dos voluntários fazendo-os o jogar Tetris. Mas o processo visual alternativo não precisa nem ser envolvente. Segundo Kemps, olhar para uma tela estática também funciona.
Ela e os colegas agora estão planejando estudar se podem distrair as pessoas antes que um desejo se transforme em uma grande imagem mental.
Uma vontade compulsiva que foge do controle e ocorre diariamente evidentemente prejudica a saúde, por causa do acúmulo de calorias desnecessárias.
Mas se o desejo é mais intermitente, Kemps tem um conselho: “É melhor se permitir (comer)”, diz. “Quanto mais a vontade aumenta, mais você vai pensar nela.”
Fonte: BBC

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Os Benefícios da Meditação



Quem medita tem as defesas do organismo ampliadas e consegue lidar melhor com o estresse, concluiu um estudo realizado na Universidade da Califórnia, EUA. Isso acontece porque durante a prática da meditação a enzima telomerase (ligada ao sistema imunológico) tem sua ação intensificada. Entretanto, o responsável pelo estudo, Clifford Saron, alerta que a meditação sozinha não resolve. A prática é apenas um dos mecanismos usados pelo corpo para aumentar o bem-estar do indivíduo. E é esse estado que age diretamente sobre a atividade da telomerase nas células do sistema imunológico, que são as reais responsáveis por promover a longevidade nas células. Para chegar a essa conclusão, foram analisados 60 pessoas durante três meses. Trinta delas praticaram a meditação e as outras trinta, não. As taxas da telomerase se mostraram cerca de 30% mais elevadas naquelas que meditavam. Foram esses pacientes que apresentaram, ainda, um aumento na capacidade psíquica, como melhora na percepção de controle e atenção, além de diminuição da neurose ou de emoções negativas.

Veja como o corpo reage a meditação

Há diversos estudos que relatam as alterações fisiológicas que ocorrem em pessoas que meditam. Na área cerebral, nota-se um aumento da integração e efetividade do cérebro e acontece uma ampliação das ondas cerebrais relacionadas ao relaxamento. Além disso, ocorre um menor gasto de oxigênio pelas células do corpo, redução da frequência cardíaca e diminuição da condutância elétrica da pele (devido ao relaxamento). “Em resumo, podemos dizer que o ato de meditar provoca uma redução do metabolismo e assim ocorre uma pronunciada desaceleração do funcionamento do corpo”, explica Cardoso. O cérebro fica globalmente mais irrigado, aumentando a coerência e sincronia eletro-encefalográfica. Há ainda o aumento da concentração de dopamina, norepinefrina e serotonina (neurotransmissores), o que explica o aumento da sensação de prazer, motivação e energia após a prática da meditação transcendental. Também há uma redução dos hormônios do estresse.

Quais são os principais benefícios para a saúde?

Dentre as vantagens que surgem da prática regular da técnica destacam-se:

  • redução do estresse e ansiedade
  • aumento de satisfação e melhor desempenho no
  • ambiente de trabalho;
  • diminuição da insônia e depressão;
  • aumento de bem-estar e autoestima;
  • estímulo da criatividade, inteligência e memória;
  • fortalecimento do sistema nervoso e imunológico;
  • redução da pressão arterial e de dores de cabeça;
  • diminuição do consumo do tabaco, do álcool e de drogas ilícitas.


fonte: UC Davis e Revista Saude UOL

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