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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Prisão de ventre: saiba como conviver bem com problema



Se você tem prisão de ventre e acha que está sozinho, engana-se. Calcula-se que mais de 30 milhões de brasileiros, ou 15% da população do país, sofre com esse tipo de incômodo, a maioria mulheres. Além do desconforto em geral, que inclui sensação de barriga inchada, gases e dificuldade para ir ao banheiro, a constipação intestinal – que mais do que uma doença, é um sintoma – pode ser sinal de diabetes, hipotireoidismo, problemas neurológicos, sedentarismo ou hábitos alimentares inadequados. No limite, porém, quando o ressecamento aparece de uma hora para a outra, acompanhado de emagrecimento, eliminação de sangue e catarro, pode ser um sinal de câncer de intestino.
O proctologista Antônio Lacerda Filho, professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que como causa primária a constipação intestinal é muito rara. “Na maioria das vezes há alguma coisa por trás. Em geral, hábitos de vida inadequados ligados ao sedentarismo, alimentação errada. Na busca de um tratamento para o incômodo, o importante é descartar as causas secundárias, que, incluem, ainda, o uso de medicamentos que prendem o intestino, como é o caso dos antidepressivos.
Quando todas essas causas forem descartadas e uma constipação grave for mantida, é hora de investigar outras doenças. “Se uma pessoa sempre teve hábitos intestinais regulares e de repente começa a se queixar de ressecamento e a perder peso, é importante investigar porque isso pode ser sinal de um câncer”, avisa Antônio Lacerda Filho. De acordo com ele, prisão de ventre com sinais de alarme são as que aparecem de uma hora para outra e estão associadas ao emagrecimento, sangramento e eliminação de catarro nas fezes. “Isso chama a atenção para uma doença mais grave e indica a necessidade de fazer uma colonoscopia”, indica.
Para cada quatro indivíduos que sofrem de constipação intestinal, três são mulheres. De acordo com Simone Chaves de Miranda Silvestre, nutróloga do Hospital Felício Rocho, isso ocorre por fatores emocionais e também hormonais, além dos alimentares. “O fator emocional surge, por exemplo, quando uma pessoa passa a usar um banheiro com o qual não está acostumada. Mas também existe uma ligação entre o ressecamento intestinal e as alterações hormonais do ciclo menstrual”, observa. Segundo ela, algumas dietas, principalmente as que estão na moda, chamadas de lowcarb, com baixo teor de carboidrato, podem causar o problema. “Há dietas que preconizam a não ingestão de folhas e verduras em geral e isso reduz muito a quantidade de fibras, o que pode evoluir para uma constipação intestinal”, alerta.
Para os padrões ocidentais, é considerado normal evacuar de três vezes ao dia a três vezes por semana, mas é preciso levar em conta que não existem padrões rígidos para classificar a frequência normal de funcionamento dos intestinos. “Se uma pessoa não sente cólicas, se as fezes não estão ressecadas, está tudo absolutamente normal. Devemos considerar que aquilo que é considerado constipação intestinal para uma pessoa, para outra não é”, diz o professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Ele explica que há pessoas que dizem que têm o intestino preso porque evacuam pouco, outras fazem isso diariamente, mas com um esforço tremendo. “Tudo isso faz parte do quadro”, observa.
A empresária Magda Baccarini tem prisão de ventre há muitos anos e conta que aprendeu a conviver com isso. “Faço atividade física duas vezes na semana, ando o dia inteiro enquanto trabalho, minha alimentação inclui verduras e frutas. Como esse ressecamento não é repentino, resolvi parar de me cobrar e encarar a realidade: meu intestino é preguiçoso”, declara. Magda já se acostumou e assegura que não sente mal-estar, inchaço no abdome ou gases. “Cansei de pegar receitas com os amigos. Nada resolvia”, desabafa. Apesar de manter uma alimentação saudável, rica em fibras, a empresária reconhece que não tem o costume de tomar muita água, hábito que, segundo os médicos, é essencial para o funcionamento regular do intestino.
“Muitos médicos receitam a ingestão de fibras para melhorar a prisão de ventre e se esquecem de orientar que, junto com elas, é preciso ingerir uma quantidade abundante de líquido”, lembra o proctologista Antonio Lacerda Filho. De acordo com o gastroenterologista Décio Chinzon, quando a razão da constipação intestinal é orgânica, o fator casual pode ser eliminado e assim o intestino volta a funcionar normalmente. Quando não é possível identificar uma causa objetiva, existem medidas higienodietéticas que podem ajudar, como a estimulação por exercícios físicos, correção da dieta e ingestão de medicamentos e suplementos que podem ser indicados pelo médico para solucionar o problema”, explica Dr. Chinzon. Uma da medidas que ele recomenda é justamente o aumento da ingestão de água.
Para evitar a prisão de ventre
» Vá ao banheiro sempre que tiver vontade. Não fique muito tempo forçando, pois isso pode levar ao aparecimento de hemorroidas
» Beba muito líquido (de dois a três litros por dia)
» Use álcool com moderação, porque ajuda a desidratar as fezes
» Saiba que a ingestão de farelo em pó pode aumentar a produção de gases
» Coma frutas, se possível com casca, nos intervalos entre as refeições. Algumas frutas que ajudam o intestino a funcionar melhor são: mamão (se possível, coma com o caroço), laranja com o bagaço, ameixa-preta ou água de ameixa (deixe quatro delas dentro da água durante a noite e, pela manhã, descarte-as e tome somente a água. Pode usar a água também para fazer um suco verde, com couve, agrião, melão e limão)
» Evite alimentos muito pastosos. Muita gente acha que deve tomar sopa, mas é bom evitar.
» Coma fibras, mas não deixe de tomar água pois senão o efeito pode ser contrário
» Tente administrar as situações de estresse e as crises de ansiedade. Se precisar de ajuda, não se acanhe. As emoções podem ter influência sobre o funcionamento dos intestinos. Lembre-se de que esse órgão já foi chamado de segundo cérebro.
» Procure assistência médica se notar mudanças significativas nos hábitos intestinais. Não deixe também de ir ao médico se as fezes estiverem muito ressecadas ou muito finas, se houver sinais de sangramento ou se você estiver emagrecendo sem nenhuma explicação aparente.

Fonte: Diário de Pernambuco

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Cinquenta minutos de exercício três vezes por semana podem frear câncer


Uma recente publicação científica do pesquisador Hardikar et al* discute o câncer, principalmente o colorectal entre outros. O que já explicamos em artigo anterior, sobre o benefício dos 150 minutos de exercícios físicos moderados ou 75 minutos intensos, também fizeram a diferença na evolução desse tipo de câncer. Foi realizada com mais de 1.300 pessoas portadoras do câncer colorectal na cidade de Seattle, que fica perto do Alaska.
Os beneficiados com a boa evolução, na sua maioria, tinham sido esportistas ativos antes de descobrir o câncer. Mais uma vez, voltamos à mesma tecla dos benefícios recebidos se formos sempre ativos fisicamente. A regularidade e atividades das mais simples já mudaram a natureza das possíveis complicações de várias doenças graves.
Não precisamos de muitas escolhas de quais modalidades. Basta caminhar, por exemplo, ou mesmo correr a pé ou de bike ou fazer natação. Com a regularidade obteremos os benefícios a partir de 12 a 14 semanas. Ainda vale lembrar que basta não ficar mais de três dias sem fazer as atividades que os benefícios se manterão. Uma parada física de 15 dias e então começará a perda dos benefícios.
Escolha a sua atividade, e junto coloque exercícios de fortalecimento muscular duas vezes na semana. Você estará pronto para ganhar saúde. Se tiver pessoas doentes na família antes dos 60 anos ou tiver dois dos principais fatores de risco (sedentarismo,fumocolesterol LDL acima de 150mg%,hipertensão arterial, obesidade, resposta agressiva aoestresse) faz parte dos indivíduos que têm riscos potenciais de desenvolver doenças cardiovasculares. Uma mesma doença aguda que atinge um sedentário e um ativo tem diferenças importantes na sua duração, sendo o tratamento mais longo nos inativos.
A pesquisa que traz essas novidades deixa para nós, médicos, um novo alento contra essa doença terrível que é o câncer. O mecanismo que determinou a diferença explicada ainda não é conhecido e tem muito a ver com algumas mutações genéticas que são influenciadas por substâncias produzidas quando se pratica atividades físicas regularmente.
*Prediagnostic physical activity and colorectal cancer survival: overall and stratified by tumor characteristics. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 24(7):1130-7. doi: 10.1158/1055-9965.EPI-15-0039.2015
Fonte: Globo Esporte – Autor : Nabil Ghorayeb

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Obesidade eleva em até 40% risco de sete tipos de câncer em mulheres


Uma pesquisa da organização britânica Cancer Research UK sugere que a obesidade aumenta em até 40% as chances de mulheres desenvolverem sete tipos de câncer.
O problema pode aumentar o risco de câncer de intestino, câncer de mama depois da menopausa, de vesícula biliar, rins, pâncreas, útero e câncer de esôfago.
Segundo os pesquisadores, a obesidade pode aumentar o risco de desenvolver câncer de muitas formas. Uma possibilidade é que a doença esteja ligada à produção de hormônios em células de gordura, especialmente o estrogênio.
Acredita-se que o estrogênio seja o combustível para o desenvolvimento de câncer.
A pesquisa analisou um grupo de mil mulheres obesas e descobriu que, neste grupo, 274 tinham maior tendência a desenvolver câncer ao longo de sua vida.
Os pesquisadores também analisaram um grupo de mil mulheres com o peso considerado normal e descobriram que 194 mulheres tinham chances de ser diagnosticadas com câncer durante suas vidas.

‘Pequenas mudanças’

Para Julie Sharp, chefe do setor de informações para saúde da Cancer Research UK, ‘pequenas mudanças’ no estilo de vida já podem ajudar a evitar a doença em mulheres obesas.
“Perder peso não é fácil, mas você não tem que entrar para uma academia e correr quilômetros todo dia, ou desistir de sua comida favorita para sempre.”
“Fazer pequenas mudanças que você consegue manter no longo prazo pode ter um impacto real. Para começar, tente sair do ônibus uma parada antes da sua e cortar alimentos gordurosos ou com muito açúcar”, afirmou.
“Perder peso demora, então, gradualmente, aumente (exercícios e alimentação saudável) para chegar a um estilo de vida mais saudável que você consegue manter”, acrescentou.
“Sabemos que nosso risco de desenvolver câncer depende de uma combinação de nossos genes, nosso ambiente e outros aspectos de nossas vidas, muitos dos quais podemos controlar. Ajudar as pessoas a entender como elas podem reduzir o risco de desenvolver câncer ainda é crucial para enfrentar a doença”, afirmou.
Para a médica, mudanças no estilo de vida como “parar de fumar, manter um peso saudável, ter uma dieta saudável e diminuir o consumo de álcool” são grandes oportunidades para reduzir o risco de desenvolver a doença.
“Fazer estas mudanças não é uma garantia contra o câncer, mas aumenta as possibilidades a nosso favor”, disse.
Fonte: BBC Brasil.

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