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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Inimigo das dietas? Carboidratos seriam chave da evolução


Eles tem má reputação entre quem quer perder peso, mas tudo indica que, há milhares de anos, alimentos ricos em carboidratos – como os tubérculos – foram cruciais para que ficássemos mais inteligentes.
Ao menos é esta a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Autônoma de Barcelona, University College of London e Universidade de Sydney, que afirmam que o consumo de plantas ricas em amido foi fundamental para a evolução de nossa espécie. E a razão é simples: a glicose é um dos principais combustíveis do cérebro.
Segundo o estudo, o desenvolvimento de nossa capacidade de obter açúcares dos carboidratos – e, em particular, dos amidos – sustentou o acelerado crescimento do cérebro “que começou a notar-se a partir do (período) Pleistoceno Médio”. “A capacidade de aproveitar raízes e tubérculos ricos em amido na dieta dos primeiros hominídeos é considerado um passo potencialmente crucial na diferenciação entre os primeiros Australopitecinos de outros hominídeos”, diz o estudo, publicado na mais recente edição do The Quarterly Review of Technology.
Em uma linguagem mais simples, isso quer dizer que uma dieta com alimentos ricos em carboidratos deu a nossos antepassados uma importante vantagem evolutiva (que algumas das dietas modernas ou em moda ignoram).
Os humanos têm três vezes mais cópias do gene que cria as amilases salivares – enzimas que ajudam a transformar os carboidratos em açúcares – do que o resto dos primatas.
E essa adaptação, dizem os pesquisadores, começou a ser produzida há aproximadamente um milhão de anos.
A importância da culinária 
Neste momento, os humanos já haviam aprendido a cozinhar. E a multiplicação das amilases salivares havia sido uma das respostas de nosso organismo às possibilidades abertas pelo uso do fogo, pois os tubérculos crus são muito mais difíceis de processar e transformar em açúcares utilizáveis.
Segundo a equipe liderada por Karen Hardy, da Universidade Autônoma de Barcelona, isso confirma a importância da cozinha na evolução humana – e é uma má notícia para quem propõe dietas crudívoras (com alimentos de origem agrícolas crus).
Mas uma das hipóteses principais – a ideia de que, sem carboidratos, a nova dieta não haveria gerado combustíveis necessários para nossa rápida evolução – também deu novos argumentos aos críticos da chamada “dieta paleolítica” ou “dieta paleo”.
Essa “dieta dos homens das cavernas” se baseia na ideia de que a dieta dos nossos antepassados era composta principalmente por plantas silvestres e animais selvagens. E, em geral, exclui alimentos ricos em amido, responsabilizados por boa parte da obesidade que afeta a sociedade moderna.
Hardy e sua equipe acreditam que esse não é um retrato adequado da verdadeira dieta de nossos antepassados. “Alimentos provenientes de plantas ricas em amido eram uma parte abundante, confiável e importante da dieta”, argumentam no estudo, intitulado “A importância da dieta de carboidratos na evolução humana”.
Eles afirmam que esses carboidratos não só eram comuns como também foram definidores da evolução humana. E continuam sendo necessários. “Os humanos modernos requerem uma fonte confiável de carboidratos glicêmicos para manter o funcionamento adequado de nosso cérebro, medula renal (parte do rim), glóbulos vermelhos e tecidos reprodutivos”, explicam.
O que não significa que reduzir o consumo de calorias não seja saudável. Mas certamente confirma que, antes de começar qualquer dieta, uma consulta com um médico é um passo necessário.
Fonte: BBC BRASIL

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Quer aumentar a massa muscular? Saiba quais carboidratos são indicados



Para ocorrer o ganho de massa muscular, precisamos aumentar a ingestão calórica em relação ao gasto energético, e combinar a ingestão de proteínas e carboidratos nas grandes refeições e em refeições intermediárias como lanches pequenos. Associar alimentação, treino e descanso. Nem todo carboidrato é indicado, e alimentos processados devem ser evitados, como açúcar, farinha branca e arroz branco, produtos de confeitaria e álcool. Os carboidratos que devem ser utilizados devem vir de alimentos mais naturais: frutas e hortaliças, cereais e grãos integrais.
A população em geral deve ingerir de 0,8 a 1g de proteína por kg peso ao dia. Para aqueles que têm como objetivo o aumento de massa muscular, a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva sugere a ingestão de 1,6 a 1,7 gramas/kg de peso dia, e para atletas com grande volume corporal a sugestão é de 2 gramas\kg de peso dia.
Durante o período de treino nosso corpo precisa de energia, que deve ser conseguida através da alimentação pré treino, para manter o bom rendimento e não utilizar a massa muscular como combustível energético. Os nutrientes básicos para fornecimento de energia são os carboidratos, mas para o ganho de massa muscular precisamos associar ao nosso café da manhã também os alimentos proteicos, pobre em gorduras: ovos (cozidos ou feitos sem gordura), frios e queijos magros, iogurtes com baixo teor de gordura, leite de amêndoa/ soja/arroz
Exemplo 1: iogurte com mamão e chia e sanduíche de cottage com peito peru
Exemplo 2: leite de amêndoas com banana e aveia e tapioca com ovo mexido
Alimentação após o treino
Nas primeiras horas após o exercício o aporte sanguíneo para os músculos está aumentado, absorvendo mais proteína e glicose, mais sensíveis à ação da insulina que possui efeito anabólico promovendo a síntese de glicogênio. O ideal é consumir os alimentos nos 30 a 60 primeiros minutos após o exercício, conhecido como “janela da oportunidade”. Recomendação: pode ser utilizado um shake batido com frutas ou maltodextrina
- Carboidratos: 0,5 a 1g/kg de peso dependendo da fase do treinamento
- Proteína: 20 a 25g de proteína de rápida absorção, em torno de 30g do produto
Suplementos são mais utilizado por ser rapidamente absorvido, principalmente na forma hidrolisada, e por conter maior quantidade de leucina, um dos “BCAAs” que tem grande afinidade pelo músculo esquelético.
- Reposição de 300 a 500ml de líquidos.
Dicas para aumentar a ingestão proteica nas refeições
- Utilize proteínas nas grandes refeições
Proteínas animais: carnes, frango, peixe, ovo
Proteínas vegetais: soja, quinoa, cogumelos, lentilha, feijões, grão de bico
- Acrescente proteína aos lanches intermediários (colação, lanche da tarde, ceia): leite, iogurte, queijos magros, leite de soja ou de amêndoa, barras de proteínas, frios magros, atum
Exemplo 1: sanduiche de pão integral com atum
Exemplo 2: barra de proteína
A utilização de outros suplementos para hipertrofia muscular podem ser indicados dependendo da fase do treinamento, idade, sexo, estilo de vida e padrão alimentar como: BCAA, creatina, glutamina, Vitamina C, Zinco e ômega 3. O programa alimentar e o treinamento devem ser individualizados. O uso de suplementos em excesso ou sem indicação é prejudicial à saúde.
Autora – Cristiane Perroni
Fonte: Globo Esporte


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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Para emagrecer: reduzir gordura ou carboidratos?



Um novo estudo dos Institutos Nacionais da Saúde, agência governamental dos Estados Unidos, mostrou que tipo de dieta tem mais benefícios para perda de gordura corporal.
Em um artigo publicado na revista Cell Metabolism, os pesquisadores afirmaram que, ao contrário do senso comum, restringir gordura na dieta pode levar a uma maior perda de gordura corporal do que a restrição de carboidratos. Apesar disso, a dieta baixa em carboidratos reduz a insulina e aumenta a queima de gordura.

A teoria

Kevin Hall, físico pesquisador do Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais, utilizou dados de dezenas de estudos de alimentação realizados ao longo de décadas para construir modelos matemáticos de como os diferentes nutrientes afetam o metabolismo humano e o peso corporal.
Suas simulações mostraram que apenas a dieta restrita em carboidratos levaria a mudanças na quantidade de gordura queimada pelo corpo, enquanto que a dieta pobre em gordura levaria a uma maior perda global de gordura corporal.
No entanto, ele precisava coletar dados humanos para apoiar esses modelos matemáticos.

O estudo

Estudar os efeitos de dietas na perda de peso é muitas vezes complicado, por causa da dificuldade em medir o que as pessoas realmente comeram – participantes podem não aderir a planos de refeição com eficiência, subestimar quantias ou mentir nas pesquisas de acompanhamento.
Para contornar esta situação, Hall e seus colegas confinaram 19 adultos voluntários com obesidade a uma enfermaria por 2 semanas, onde eles foram acompanhados de perto.
Para manter as variáveis simples, os dois períodos de observação foram como dois lados de uma balança: durante a primeira semana, 30% das calorias de uma dieta-base foram cortadas através de restrição de carboidratos, enquanto a ingestão de gordura permaneceu a mesma. Durante o segundo período, as condições foram invertidas.
A cada dia, os pesquisadores mediram a quantidade de gordura que cada participante comeu e queimou, e usaram essa informação para calcular a taxa de perda de gordura corporal.

Resultados

No final do estudo, o modelo matemático se provou correto. A gordura corporal perdida com a restrição de gordura na dieta foi maior em comparação com a restrição de carboidratos, embora mais gordura tivesse sido queimada com a dieta de baixo carboidrato.
No entanto, em períodos maiores de dieta, o modelo prevê que o corpo age para minimizar as diferenças de gordura corporal entre as dietas que são iguais em calorias e diferentes na proporção de carboidratos e gordura.
“Há um conjunto de crenças que diz que todas as calorias são exatamente iguais quando se trata de perda de gordura corporal”, diz Hall. “Nossos resultados mostraram que, na verdade, nem todas as calorias são iguais quando se trata de perda de gordura corporal, mas a longo prazo, são quase iguais”.

Calma lá!

Hall não recomenda que as pessoas comecem dietas restritas em gordura por causa desse estudo. O objetivo da pesquisa foi explorar a fisiologia da redução de calorias baseadas em gorduras e carboidratos no corpo humano.
A pesquisa é limitada pelo tamanho da amostra, apesar de ser estatisticamente relevante. Além disso, o menu que os participantes seguiram não rivaliza com uma dieta normal e não leva em conta que plano alimentar seria mais fácil de seguir durante longos períodos.
“Nós estamos tentando fazer estudos cuidadosos para um dia sermos capazes de ajudar a gerar melhores recomendações sobre dieta no dia-a-dia”, argumenta Hall. “Mas existe atualmente um desfasamento entre a nossa compreensão da fisiologia e nossa capacidade de fazer recomendações dietéticas eficazes para perda de peso duradoura”.
Por enquanto, a dica de Hall é fazer a dieta que você melhor conseguir seguir.
Autor: Natasha Romanzoti
Fonte: Hypescience

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