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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Excesso de fritura e bebidas alcoólicas podem agravar sintomas da gastrite


Ter uma dieta equilibrada e saudável é fundamental para manter a saúde em dia, principalmente para quem sofre com problemas estomacais como a gastrite. Caracterizada por uma infecção, inflamação ou erosão no revestimento do estômago, a gastrite deve ser tratada não apenas com medicamentos.

Segundo Andrea Vieira, professora instrutora de Gastroenterologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o tratamento para gastrite deve ser unir remédio e alimentação.

― O tratamento é feito por meio de remédios que procuram dar uma estabilidade para o estômago como, os hipossecretores, aliado a uma alimentação balanceada e livre de gordura e temperos muito fortes que levam a distensão gástrica.

De acordo com o gastroenterologista do Hospital Leforte Eduardo Grecco, o medicamento irá amenizar as crises de dores, enquanto alimentação ajudar a reduzir os sintomas do problema.

O médico ainda ressalta que exagerar nas frituras, a proteínas e ingerir muita bebida alcoólica são os principais fatores que “irritam” o estômago e fazem com que ele produza mais ácido clorídrico que, quando produzido em excesso, podem agravar os sintomas da gastrite.

― Refazer a rotina é fundamental. Se alimentar a cada três horas em porções moderadas, não comer e ir se deitar e evitar ingerir muito líquido junto com as refeições são apenas algumas das medidas que ajudam a amenizar o problema.

Gastrite crônica ou aguda

Andreia explica que a gastrite pode ser crônica e a aguda. A crônica é resultado de infecção pela bactéria H. Pylori cuja transmissão é fecal-oral que ocorre preferencialmente na infância e tem alta prevalência no Brasil e corresponde a apenas 2% das gastrites crônicas.

Já a aguda ocorre por diversas causas, entre elas, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, drogas (anti-inflamatórios não hormonais, quimioterápicos, corticosteroide), toxinas, bactérias, vírus, fungos, politrauma, sepse, choque, isquemia, queimadura extensa. Existem ainda causas mais raras: tuberculose, sífilis, doença de Crohn e sarcoidose.

Fonte: Midia News

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

TPM e excesso de exercícios podem estar ligados à sua baixa imunidade


Impossível evitar: existem micro-organismos com potencial para transmitir doenças em todo lugar. Contudo, nem todas as pessoas irão ficar doentes, ainda que entrem em contato com o patógeno. Quem determina essa vulnerabilidade é o sistema imunológico, que pode estar forte ou mais enfraquecido a depender de diversos fatores. Conheça as causas mais importantes para a baixa imunidade e em quais situações esse quadro é reversível:

Medicamentos que suprimem a imunidade

Geralmente usados em pacientes com doenças autoimunes, rejeição a transplantes, alergias, doenças inflamatórias ou pacientes com neoplasias, os medicamentos corticoides e imunossupressores são os mais conhecidos por enfraquecer a imunidade. De acordo com a farmacêutica bioquímica Juliana Fleck, do Setor de Imunologia do Hospital Universitário de Santa Maria, essas doenças são causadas por uma reação exagerada do sistema imunológico - e a função desses medicamentos é justamente inibir os mecanismos de defesa do corpo, causando o alívio dos sintomas. A consequência, no entanto, é a queda da imunidade de maneira geral, deixando o corpo mais suscetível a infecções oportunistas. "Os corticoides e imunossupressores são medicamentos comuns e úteis para diversos tratamentos, mas muita gente os utiliza de maneira rotineira, sem levar em consideração o risco de queda da imunidade", explica o médico clínico de estratégia de saúde da família Hugo Luiz Fernandez, na UBS Silmarya Rejane Marcolino de Souza. Alguns anti-inflamatórios e analgésicos, como dipirona, diminuem o número de leucócitos na corrente sanguínea e podem causar esse mesmo efeito. "Citostáticos utilizados no tratamento de câncer e os anticorpos monoclonais para doenças reumáticas também diminuem as defesas do organismo", completa o especialista.

Variações hormonais características dos ciclos menstruais podem afetar a função de diversas células do organismo, incluindo as do sistema imunológico. "Alguns estudos já demonstraram que respostas imunológicas podem variar conforme o período do ciclo, entretanto, tais variações não são claramente observáveis em todas as mulheres", explica a imunologista Patricia. A bioquímica Juliana explica que os níveis de progesterona aumentam na segunda fase do ciclo menstrual. "Este hormônio prepara o corpo da mulher para a gestação e possui um efeito imunossupressor, cuja função é impedir uma possível rejeição do feto no útero", diz. Esse aumento da progesterona irá, portanto, inibir o sistema imune feminino, e algumas mulheres podem sofrer mais esses efeitos do que outras, ficando mais vulneráveis a infecções.

Má alimentação

Desde a antiguidade se observa que pessoas com hábitos alimentares saudáveis têm maior resistência contra doenças infecciosas e outras. Segundo a imunologista Patricia, a falta de nutrientes afeta o funcionamento das células. "E como as células do sistema imunológico são 'notadamente' sensíveis, um comprometimento de suas funções pode resultar em aumento de infecções", diz. Um exemplo, afirma o especialista Hugo Luiz, são as proteínas, que atuam diretamente trazendo os aminoácidos necessários para fabricar os anticorpos. "A falta destes nutrientes na alimentação afeta seriamente a imunidade", diz. A farmacêutica bioquímica Juliana lembra outros nutrientes importantes para o sistema imunológico, como ferro, cálcio, zinco, selênio, as vitaminas A, E, C, D, complexo B, ácido fólico e antioxidantes como flavonoides, quercetina e glutationa. "Todos são necessários para efetivação da resposta imune no organismo, e só são obtidos por meio de uma dieta balanceada à base de frutas, legumes, verduras e fibras, além das proteínas", afirma. A ingestão de água alimentos probióticos também é importante para suprir as necessidades nutricionais de manutenção do sistema imunológico.

Consumo de álcool

Para entender como a ingestão de bebidas alcoólicas consegue causar tantos danos, é preciso explicar o processo de metabolização do álcool - ou seja, como o corpo absorve, metaboliza e excreta essa substância. O órgão responsável por metabolizar o álcool é o fígado, no entanto, ele só metaboliza em média uma dose de bebida por hora - entenda uma dose como uma lata de cerveja (360ml), uma taça de vinho (100ml) ou de destilado (40ml). Se um indivíduo bebe seis latas de cerveja, por exemplo, o fígado irá levar as mesmas seis horas para eliminar todo o álcool presente no corpo. Enquanto o fígado está metabolizando a primeira latinha, o resto do álcool entra na corrente sanguínea, causando alterações e danos em diferentes órgãos. O comprometimento prolongado dos nossos sistemas pode afetar diretamente a imunidade. Na tentativa de retomar o funcionamento adequado, nosso organismo trabalha em dobro - e os mecanismos de defesa podem não suportar essa carga. Como resultados temos a queda da imunidade.

Excesso de exercício físico

É sabido que a prática de exercícios físicos regulares pode ser benéfica para a função das células do sistema imunológico. "Entretanto, exercícios intensos podem levar a um aumento de processos inflamatórios e também a uma variação transitória de alguns tipos celulares importantes para a resposta imunológica", afirma a imunologista Patricia. Atividades físicas extenuantes e de longa duração causam a liberação de hormônios do estresse, como cortisol e adrenalina, além de outras substâncias tóxicas que lesionam as células do sistema imunitário. Somente um especialista, como educadores físicos, pode avaliar se a intensidade e quantidade de exercício estão adequadas - qualquer dúvida, fale com um profissional.

Distúrbios do sono

Pessoas que não tem um sono adequado, com cerca de 6 a 7 horas por noite, podem ter seu sistema imunológico afetado. "A privação do sono diminui a quantidade e a função das células responsáveis pela imunidade", conta a farmacêutica bioquímica Juliana. As consequências disso são maiores chances de contrair doenças infecciosas e a diminuição do efeito de vacinas. Doenças crônicas podem piorar ou aparecer com mais facilidade em indivíduos que dormem pouco, por exemplo.

Fonte: Minha Vida

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dieta rica em proteína é colocada em xeque


Muita gente defende a ideia de que os norte-americanos engordaram tanto porque vêm consumindo muito amido e açúcar e pouca carne, gordura e ovos. Recentemente, o Comitê Executivo de Diretrizes Dietéticas suspendeu as recomendações de restrição de consumo do colesterol, alegando que sua ingestão não causa efeitos significativos nos níveis do componente no sangue. E gerou a inevitável questão: “De volta ao ovo com bacon?”. Infelizmente, nem o bacon, nem a gema são alimentos saudáveis.

Embora as pessoas ouçam há décadas que devem comer menos carne e gordura, os norte-americanos, na verdade, consumiram 67% mais gordura, 39% mais açúcar e 41% mais carne em 2000 do que em 1950 e 24,5% mais calorias que em 1970, de acordo com o Departamento de Agricultura. Resultado: população mais gorda e menos saudável.

O debate não se resume apenas à dieta pobre em gorduras em relação à de baixa caloria. As pesquisas mostram que a proteína animal pode aumentar significativamente o risco de mortalidade prematura de todas as causas, entre elas doenças cardiovasculares, câncer e diabetes tipo 2. O alto consumo de gordura saturada e trans pode dobrar os riscos do surgimento do mal de Alzheimer.

Um estudo publicado em março passado descobriu um aumento de 75% em mortes prematuras de todas as causas e de 400% nas mortes por câncer e diabetes tipo 2 entre os consumidores frequentes de proteína animal com menos de 65 anos.

A dieta pobre em carboidratos e rica em proteína animal causa doenças cardíacas não só por causa de seus efeitos nos níveis de colesterol; o bloqueio das artérias pode ser causado por sua elevação nos ácidos graxos livres e níveis de insulina e pela queda na produção de células progenitoras endoteliais (que ajudam a manter os vasos limpos).

A gema do ovo e a carne vermelha parecem aumentar drasticamente o risco de doenças cardíacas e câncer por causa da produção de N-óxido de trimetilamina, ou TMAO, metabólito ligado ao entupimento arterial. (a clara não contém nem colesterol, nem TMAO.)

A proteína animal aumenta o nível de IGF-1, um hormônio do crescimento semelhante à insulina, e a inflamação crônica, fator subjacente em muitas doenças crônicas. Além disso, a carne vermelha tem alto teor de Neu5Gc, açúcar formador de tumores que está ligado a inflamações crônicas e à elevação do risco de câncer. Com as calorias de gordura controladas cuidadosamente, os pacientes perderam 67% mais gordura corporal do que com o controle dos carboidratos.

A dieta ideal para a prevenção de doenças é baseada em alimentos integrais e vegetais, e é naturalmente pobre em proteína animal, gorduras nocivas e carboidratos refinados.
Isso significa pouca ou nenhuma carne vermelha; praticamente só legumes e verduras, grãos integrais e derivados de soja em forma natural; pouquíssimos carboidratos simples e refinados como açúcar e farinha branca e “gorduras boas” presentes no óleo de peixe ou linhaça, sementes e nozes.

*Dean Ornish é professor de Medicina na Universidade da Califórnia e fundador do Instituto de Pesquisa em Medicina Preventiva

Próstata
Câncer. Testes aleatórios também mostraram que a dieta saudável e pobre em gordura pode retardar, interromper e até reverter a progressão do câncer de próstata em estágio inicial.

Menos doenças
Dor no peito. Testes aleatórios controlados mostraram que a dieta pobre em gorduras aliada às mudanças no estilo de vida podem reverter até a progressão de doenças coronárias graves. Casos de dor no peito diminuíram até 91% após algumas semanas.

Coração. Após cinco anos, os eventos cardíacos ocorreram com uma frequência 2,5 vezes menor. O fluxo sanguíneo para o coração melhorou mais de 300%.

Envelhecimento. Melhorar a alimentação pode também alterar os genes, anulando os que promovem o surgimento de doenças – e até prolongar os telômeros, extremidades dos cromossomos que controlam o envelhecimento.

Disciplina. Para reverter doenças, a dieta à base de alimentos integrais, legumes, verduras e frutas é indispensável. Quanto mais fielmente as pessoas aderiram às recomendações mais melhorias foram registradas em todas as idades.

Fonte: O Tempo

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