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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Afaste os riscos de infarto e derrame: cinco formas de reduzir e controlar a taxa de colesterol


O colesterol é um tipo de gordura que circula na corrente sanguínea e que carrega a fama de vilão pelo fato de, em excesso, aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como derrame e infarto.

A substância, no entanto, é essencial para algumas funções do organismo, já que ajuda na regeneração dos tecidos e dos ossos e na produção de hormônios sexuais e de vitamina D. Prova disso é que 70% de todo o colesterol presente no corpo de uma pessoa é produzido por seu próprio organismo.

Para circular pela corrente sanguínea, o colesterol precisa se ligar a uma lipoproteína, molécula que contém proteína e gordura. Existem dois tipos dessas moléculas transportadoras: as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e as de alta densidade (HDL) — e são elas que determinam se o colesterol será mais ou menos prejudicial à saúde.

Enquanto o LDL deposita o colesterol nas paredes das artérias, podendo entupir os vasos e desencadear problemas cardiovasculares, o HDL leva o excesso de colesterol para o fígado para que seja eliminado pelo intestino. Por isso, o colesterol transportado pelas moléculas LDL e HDL é conhecido como colesterol ruim e bom, respectivamente.
Os médicos consideram que os níveis de HDL devem ser de, no mínimo, 60 miligramas por decilitro de sangue e os de LDL não devem ultrapassar 100 miligramas por decilitro de sangue. Em quantidade superior a essa, o colesterol "ruim" pode se acumular nas artérias e formar placas de gordura.

"Com o tempo, essas placas reduzem a circulação do sangue que vai para o coração e podem formar coágulos, interrompendo completamente a passagem do sangue, que é a causa do infarto ou derrame cerebral", diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.

A alimentação é uma importante fonte de colesterol — e a qualidade dos hábitos alimentares é fundamental para controlar os níveis de gordura no sangue. Para garantir que o colesterol não prejudique a saúde, é essencial evitar o consumo de gorduras saturadas, como explica o endocrinologista Alex Leite, do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

Segundo ele, alguns alimentos ricos nesse tipo de gordura são laticínios e derivados integrais, como leite integral, queijos de coloração mais amarela, manteiga e requeijão, além de carnes gordas, como lombo de porco, picanha, cupim e embutidos.

Praticar atividade física, ingerir alimentos ricos em fibra e parar de fumar também ajuda a controlar o colesterol, reduzindo os níveis de LDL e aumentando os de HDL.

Tratamento

No entanto, existem casos em que as taxas de colesterol não se estabilizam com alimentação e atividade física. As causas para esses problemas podem estar em alguma doença metabólica, como o diabetes e a obesidade, ou na herança genética.

"Pessoas que têm familiares com colesterol alto tendem a apresentar taxa elevada de colesterol, independentemente da dieta", diz Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho.

O tratamento à base de estatina é o mais utilizado nesses casos: o medicamento inibe a produção de colesterol pelo organismo. Mesmo esses pacientes, porém, devem seguir recomendações básicas para controlar o colesterol.



Fonte: Brasil Post

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Casos de infarto e AVC aumentam em época de frio


Chega o inverno e, com ele, aquele friozinho gostoso que só faz você pensar em filme, cobertor felpudo, chocolate quente e muita, muita comida. Mas a estação, já conhecida como o período de “engorda” – quando as pessoas comem como se não houvesse o amanhã e realizam menos atividades físicas, principalmente ao ar livre -, também pode influenciar o aumento de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo pesquisa do British Medical Journal, o risco de complicações cardiovasculares nas estações mais frias do ano chega a aumentar em 30% ou, quando envolve pacientes idosos, pode alcançar até 44%. Já os casos de AVC isquêmico registram crescimento de 20%. O cirurgião cardíaco Marcelo Sobral, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e médico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a relação entre o frio e estes problemas é motivada pela redução da temperatura do corpo.
“Com isto, há uma vasoconstrição (diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos) periférica para priorizar os vasos principais, contribuindo para o aumento da frequência cardíaca e, consequentemente, da pressão arterial. Isto sobrecarrega o coração e pode causar o infarto, principalmente se o paciente tem hipertensão ou já sofreu com problemas cardiovasculares”, revela.
A orientação do médico é que, além de buscarem roupas confortáveis e quentes, as pessoas fujam do sedentarismo e mantenham a qualidade de vida independentemente do frio. Mas quem não está acostumado a se exercitar deve buscar orientação médica e realizar exames preventivos para iniciar as atividades físicas – assim como em qualquer outra época do ano.
Na maioria dos municípios baianos, apesar de o frio não ser tão intenso quanto nos estados do sul do País, muitas vezes a chuva impede que alguns praticantes de corrida, ciclismo ou caminhada realizem suas atividades ao ar livre. Quem não gosta ou não tem condições de pagar uma academia pode se movimentar em ações do dia a dia, conforme sugere o cirurgião.
“O certo seria procurar lugares fechados não expostos ao frio e à chuva. Este exercício também pode ser feito, por exemplo, no percurso entre o ponto de ônibus e sua casa. Mas há um detalhe: ele deve gerar certa ofegância e algum grau de cansaço, por isso um passeio no shopping não conta”, enfatiza. Para diminuir o risco de adquirir doenças cardiovasculares, o recomendado é que se faça ao menos 30 minutos de exercícios diários, que podem ser divididos em três partes de 10 minutos.
Alimentação saudável
Outro ponto sempre discutido entre os especialistas é aliar os exercícios com uma alimentação saudável, a começar pela redução do consumo de produtos industrializados, açúcar e frituras. Como nesta época ocorre uma diminuição das atividades físicas, a energia ingerida em forma de alimento é maior do que o gasto calórico, gerando uma situação propícia para o ganho de peso que também pode ocasionar problemas cardiovasculares. A explicação é da nutricionista clínica e esportiva Luana Vilas Bôas, que dá algumas dicas de refeições nutritivas, como as sopas, com quantidade moderada de calorias.
“É importante que sejam acrescentadas fontes proteicas magras, como o peito de frango, e que haja moderação no consumo de massas (optar sempre pelas integrais). Ter sempre em casa variações de frutas e guardá-las já higienizadas na geladeira vai facilitar o consumo. Para quem gosta de comer chocolate no frio, opte sempre por aqueles com concentração de 70% ou mais de cacau. Além disto, não esqueça da ingestão hídrica de, pelo menos, dois litros por dia, e não substitua o consumo de água por suco ou outras bebidas”, aconselha.
Aliando estes três fatores – evitar o frio, praticar exercícios com orientação médica e se alimentar de forma saudável – é possível minimizar o aparecimento de doenças. Caso sinta alguma manifestação física, como dor no peito, na cabeça ou nas costas, falta de ar, dormência nos braços e pernas, a orientação é procurar um médico. Entretanto, apesar destes sintomas estarem associados a problemas cardiovasculares, também estão presentes em outras doenças. “O que vai fechar o diagnóstico é o histórico da pessoa, como alteração nos exames e ocorrências anteriores de infarto”, complementa o médico.
Fonte: A tarde

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