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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Correr ao ar livre é ótimo – se você tomar alguns cuidados


A relação do corredor com o sol é complicada. Quer sensação mais gostosa do que sentir na pele o calor e a energia dele, especialmente depois de dias frios ou uma temporada de corrida nas esteiras?
O problema é quando surgem manchas, marcas indesejadas de bronzeado ou queimaduras. Sem contar o dano no longo prazo.
Não é segredo que há motivos sérios para reforçar a cautela ao ar livre, principalmente se a ideia é percorrer longos quilômetros no verão.
Mas, acredite, o sol também faz bem ao corpo. Veja a seguir como equilibrar riscos e benefícios.
Más notícias para a pele…
Raios ultravioleta podem provocar câncer de pele — e os corredores estão particularmente vulneráveis a esse risco.
Um estudo feito pela revista científica Archives of Dermatology mostrou que maratonistas apresentaram maior quantidade de manchas senis e pintas anormais, o que aumenta o risco de desenvolver melanoma.
Além da exposição maior ao sol, os pesquisadores citaram outro fator de contribuição menos evidente: exercíciosintensos por períodos prolongados, como treinos para uma maratona, podem suprimir o sistema imunológico, fazendo crescer a vulnerabilidade a lesões de pele.
Com esse quadro, outros problemas de pele não tão ameaçadores, mas ainda assim incômodos, encontram terreno fértil para surgir, como bolhas e descamações.
“O excesso de exposição à radiação ultravioleta pode diminuir a capacidade da pele de se proteger e cicatrizar adequadamente”, explica a médica e maratonista Elizabeth K. Hale, professora do corpo clínico de dermatologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York.
Além disso, os raios UV são um dos fatores que levam ao surgimento de danos oculares, como catarata, e de até 90% dos sinais visíveis de envelhecimento. Manchas e rugas são alguns dos exemplos.
… boas notícias para a saúde
Depois de todas essas informações, você deve estar pensando que não deve nem sair de casa!
Mas, do ponto de vista biológico, o sol é essencial para a saúde física e mental.
“Expor-se a ele faz parte de uma rotina de vida saudável”, afirma Martin Feelisch, professor de Medicina Experimental e Biologia Integrativa na Universidade de Southampton, na Inglaterra.
O fato é: o corpo só produz intensivamente a vitamina D quando a pele é exposta aos raios UVB.
A deficiência da “vitamina solar” pode levar a casos de depressão, fraturas, hipertensão, doenças autoimunes e até câncer.
A falta de exposição ao sol é a principal responsável por essa carência, segundo pesquisa publicada na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition.
Mas esse não é o único papel que o sol desempenha na saúde. Um estudo recente feito na Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, mostra que a pele abriga grandes quantidades de óxido nítrico, um composto que dilata os vasos sanguíneos para reduzir a pressão arterial e o risco de infarto e AVC.
“A luz solar ativa essa substância e a libera para a circulação”, afirma o médico Richard Weller, professor de dermatologia responsável pela pesquisa.
E o mais surpreendente: passar um tempo ao ar livre pode aumentar sua velocidade nas pistas, segundo uma pesquisa apresentada em maio no congresso da American College of Sports Medicine.
“Depois de ciclistas terem passado 20 minutos sob uma luz de UVA, terminaram uma prova de 16 km mais rapidamente do que conseguiram sem essa exposição”, explica Chris Easton, fisiologista do exercício na University of West Scotland.
“O grande suprimento de óxido nítrico liberado contribuiu para aumentar o fluxo de sangue e oxigênio para os músculos”, diz Easton.
“Além disso, ao reduzir a quantidade de oxigênio que os músculos usam para gerar força, o óxido nítrico ajuda o atleta a seguir em frente por mais tempo e com mais garra.”
Considerando todos esses benefícios, fica fácil entender por que um estudo de longo prazo feito com dinamarqueses acima dos 40 anos mostrou que quem havia recebido diagnóstico de câncer de pele tinha menor probabilidade de sofrer infarto ou fratura de quadril: eles se expunham mais ao sol.
Daí a importância de se expor ao sol – sempre com segurança.
Fonte: Exame – Abril

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Casos de infarto e AVC aumentam em época de frio


Chega o inverno e, com ele, aquele friozinho gostoso que só faz você pensar em filme, cobertor felpudo, chocolate quente e muita, muita comida. Mas a estação, já conhecida como o período de “engorda” – quando as pessoas comem como se não houvesse o amanhã e realizam menos atividades físicas, principalmente ao ar livre -, também pode influenciar o aumento de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo pesquisa do British Medical Journal, o risco de complicações cardiovasculares nas estações mais frias do ano chega a aumentar em 30% ou, quando envolve pacientes idosos, pode alcançar até 44%. Já os casos de AVC isquêmico registram crescimento de 20%. O cirurgião cardíaco Marcelo Sobral, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e médico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a relação entre o frio e estes problemas é motivada pela redução da temperatura do corpo.
“Com isto, há uma vasoconstrição (diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos) periférica para priorizar os vasos principais, contribuindo para o aumento da frequência cardíaca e, consequentemente, da pressão arterial. Isto sobrecarrega o coração e pode causar o infarto, principalmente se o paciente tem hipertensão ou já sofreu com problemas cardiovasculares”, revela.
A orientação do médico é que, além de buscarem roupas confortáveis e quentes, as pessoas fujam do sedentarismo e mantenham a qualidade de vida independentemente do frio. Mas quem não está acostumado a se exercitar deve buscar orientação médica e realizar exames preventivos para iniciar as atividades físicas – assim como em qualquer outra época do ano.
Na maioria dos municípios baianos, apesar de o frio não ser tão intenso quanto nos estados do sul do País, muitas vezes a chuva impede que alguns praticantes de corrida, ciclismo ou caminhada realizem suas atividades ao ar livre. Quem não gosta ou não tem condições de pagar uma academia pode se movimentar em ações do dia a dia, conforme sugere o cirurgião.
“O certo seria procurar lugares fechados não expostos ao frio e à chuva. Este exercício também pode ser feito, por exemplo, no percurso entre o ponto de ônibus e sua casa. Mas há um detalhe: ele deve gerar certa ofegância e algum grau de cansaço, por isso um passeio no shopping não conta”, enfatiza. Para diminuir o risco de adquirir doenças cardiovasculares, o recomendado é que se faça ao menos 30 minutos de exercícios diários, que podem ser divididos em três partes de 10 minutos.
Alimentação saudável
Outro ponto sempre discutido entre os especialistas é aliar os exercícios com uma alimentação saudável, a começar pela redução do consumo de produtos industrializados, açúcar e frituras. Como nesta época ocorre uma diminuição das atividades físicas, a energia ingerida em forma de alimento é maior do que o gasto calórico, gerando uma situação propícia para o ganho de peso que também pode ocasionar problemas cardiovasculares. A explicação é da nutricionista clínica e esportiva Luana Vilas Bôas, que dá algumas dicas de refeições nutritivas, como as sopas, com quantidade moderada de calorias.
“É importante que sejam acrescentadas fontes proteicas magras, como o peito de frango, e que haja moderação no consumo de massas (optar sempre pelas integrais). Ter sempre em casa variações de frutas e guardá-las já higienizadas na geladeira vai facilitar o consumo. Para quem gosta de comer chocolate no frio, opte sempre por aqueles com concentração de 70% ou mais de cacau. Além disto, não esqueça da ingestão hídrica de, pelo menos, dois litros por dia, e não substitua o consumo de água por suco ou outras bebidas”, aconselha.
Aliando estes três fatores – evitar o frio, praticar exercícios com orientação médica e se alimentar de forma saudável – é possível minimizar o aparecimento de doenças. Caso sinta alguma manifestação física, como dor no peito, na cabeça ou nas costas, falta de ar, dormência nos braços e pernas, a orientação é procurar um médico. Entretanto, apesar destes sintomas estarem associados a problemas cardiovasculares, também estão presentes em outras doenças. “O que vai fechar o diagnóstico é o histórico da pessoa, como alteração nos exames e ocorrências anteriores de infarto”, complementa o médico.
Fonte: A tarde

terça-feira, 21 de julho de 2015

Como identificar que você está com intoxicação alimentar?


Dor, cansaço e náuseas. Normalmente são esses alguns dos sintomas que aparecem logo após uma alimentação irregular, abuso de certos condimentos ou então, excesso de comida durante as refeições.
Mas o fato é que esses sintomas podem se confundir, fazendo com que as consequências de uma alimentação desregrada se assemelhem com outros problemas, como a indigestão ou alergia a certos alimentos. Mas como identificar que o que você tem é realmente intoxicação alimentar?
Caso você esteja com dores abdominais, enjoo constante, vômitos e desidratação, pode ser que você esteja com intoxicação. Em alguns casos, pode haver até febre. Por isso, o mais recomendado é procurar o pronto socorro para que o médico faça o diagnóstico.
Especialistas alertam que é importante nunca o paciente se autodiagnosticar. Esse é um dos erros mais graves cometidos por várias pessoas. Segundo eles, a ingestão de medicamentos errados pode complicar e muito, o quadro clínico do paciente.
A intoxicação alimentar acontece quando há o consumo de alimentos contaminados pelas bactérias “Salmonella”, “Shigella”, “E.coli”, “Staphilococus”, “Clostridium”.
Como se prevenir
Embora os alimentos contaminados tenham aparência saudável, é preciso redobrar ainda mais os cuidados quando se é comum ter refeições fora de casa. Evitar comer alimentos feitos em barraquinhas nas ruas ou em restaurantes que não tenham uma higienização correta é fundamental, já que esses alimentos podem estar com as bactérias.
Lavar as mãos antes de pegar em algum alimento, ao chegar da rua ou segurar em objetos ou em transportes públicos é fundamental, já que ao longo do dia, é comum passar inúmeros microrganismos em todo o corpo.
Embalar com cuidado os alimentos que você guarda na geladeira também é importante. Não deixe que o papel laminado ou o papel filme que você usar para cobrir a refeição fique com algum tipo de abertura.
Prestar atenção em simples detalhes é recomendado. Não consuma de maneira nenhuma alimentos crus, seja carne ou ovos. Beba sempre leite pasteurizado ou fervido.
Quando for fazer a compra do mês, observe a validade dos produtos e compre apenas os que estiverem em geladeiras e devidamente lacrados. Latinhas de ervilha ou milho, por exemplo, não devem estar amassadas ou estufadas.
Tratamento
Assim como qualquer doença, é preciso que o diagnóstico seja feito pelo profissional habilitado. Mas é importante que o paciente ingira bastante líquido e faça repouso.
Caso houver desidratação, o especialista prescreverá também medicamentos orais ou intravenosos para o controle de vômitos e náuseas.
Fonte: Dicas de Mulher

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