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segunda-feira, 20 de julho de 2015

É melhor fazer exercícios antes ou depois do trabalho?


Os madrugadores costumam se orgulhar muito da sua capacidade de levantar da cama às 5h para entrar na piscina da academia às 6h. Eles chegam no trabalho falantes e sem os olhos inchados, como todos os outros colegas que acordaram há apenas meia hora e só conseguem estar bem o suficiente para fazer qualquer exercício no final da tarde. Mas, afinal, cada pessoa é de um jeito ou há benefícios de se fazer exercícios em determinada hora do dia?
A melhor hora para fazer exercício é uma preferência individual. Não há pesquisas que determinam o melhor horário e o ideal é saber em qual deles o seu corpo funciona melhor – e não deixar de ter uma rotina de exercício. No entanto, há os prós e contras de cada um.
De manhã
Vantagens
- Você se sente com mais energia
Fazer exercício de manhã te dá mais energia no início do dia. Se o seu trabalho for muito estressante, física e mentalmente falando, trabalhar o dia todo e depois encarar a academia pode ser puxado demais. Se você percebe que está esgotado ao fim de um dia de trabalho, a manhã talvez seja a melhor opção.
- Você queima gorduras mais rápido
Fazer exercícios de manhã faz com que seu corpo queime mais gordura. Isso porque o corpo consome primeiro os açúcares e depois a gordura. Pela manhã, a chance de queimar gordura é maior porque você provavelmente ainda não consumiu muitos carboidratos.
- Ajudinha psicológica
Os benefícios psicológicos do exercício pela manhã são palpáveis. Para a maioria das pessoas, a prática limpa a mente e dá uma injeção de energia positiva para o resto do dia.
Desvantagem
- Maior risco de lesão
É necessário dar uma atenção especial ao aquecimento de manhã, especialmente para exercícios que envolvem a região da coluna. Isso porque, quando dormimos, os discos intervertebrais incham e não dão a melhor estabilidade para as vértebras. Para quem gosta de levantar peso cedo, o ideal é levantar da cama uma hora antes – tempo que os discos demoram para voltar ao normal.
À noite
Vantagens
- Você está mais preparado fisicamente
Se você não trabalhou até tarde e não está fisicamente esgotado, estará mais preparado para se exercitar do que de manhã. Além disso, você provavelmente vai ter ingerido mais comida, o que ajuda a levantar pesos maiores e fazer mais repetições.
- É mais fácil ficar mais tempo
Não ter hora para sair da academia pode dar mais tranquilidade para a realização de um bom aquecimento, maior pausa entre um exercício e outro e mais tempo para socializar com outros frequentadores.
- É mais seguro para levantar muito peso
Exercícios explosivos que envolvem levantar muito peso devem ser feitos à noite. De manhã, eles não são tão eficientes nem tão seguros.
Desvantagem
- Atrapalhar o sono
Exercícios aumentam o nível de cortisol no sangue, o que eleva a pressão sanguínea e a atenção. Fazer exercícios muito tarde faz com que o corpo tenha um pico de cortisol em um momento em que ele deveria estar diminuindo, o que pode interferir no sono.
Fonte: Revista Época.

domingo, 19 de julho de 2015

Você pensa com a razão ou com a emoção? Sua resposta pode dizer muito sobre sua relação com os outros!


Em 2013, cientistas fizeram essa pergunta para centenas de estudantes da Universidade Estadual da Dakota do Norte. E os cientistas notaram que a resposta revelava uma série de características psicológicas.

A maioria das pessoas que dizia que o seu 'eu' estava no coração (cerca de metade dos entrevistados) era mulher e tinha mais chance de confiar nas emoções para fazer decisões morais - como responder a um guarda de prisão que dizia que iria matar um prisioneiro e seu filho se você mesmo não matasse seu filho. Bizarro, sabemos. Nessa situação hipotética, pessoas 'coração' tinham mais chances de dizer que não matariam o próprio filho - uma escolha emocional e não racional, já que duas pessoas estariam condenadas e não apenas uma.  Já pessoas que dizem que o 'eu' está no cérebro tinham performances melhores em testes de conhecimento geral e reagiam menos em situações estressantes.

Agora novas pesquisas estão adicionando um tempero extra a essas descobertas. Um estudo recente mostra que o local onde pessoas colocam seu 'eu' pode interferir em suas visões sobre a legalização do aborto ou os critérios que definem a morte de uma pessoa. Cientistas da Universidade de Columbia usaram vários parâmetros para estabelecer se uma pessoa é mais emotiva ou racional (coração x cérebro) - assim a definição era menos sujeita a uma única resposta sem muita reflexão do entrevistado.

Por exemplo, imagine que você é um doador de órgãos e que, após a sua morte e os transplantes, você tivesse 100 milhões de dólares para distribuir entre as pessoas que recebessem os órgãos. A maior parte das pessoas daria a maior parte ou para o receptor do coração ou do cérebro (no exercício o transplante cerebral era possível), com apenas uma pouca quantia indo para os receptores dos olhos, estômago e outras partes. Homens deram mais dinheiro para os receptores do cérebro, mas nem tantas mulheres davam mais dinheiro para os receptores do coração.

Quem afirmava pensar com o coração era mais passível a apoiar leis mais rígidas para o aborto, baseadas na primeira detecção da batida cardíaca do feto, e afirmavam que a morte deveria ser decretada quando o coração para de bater e não quando o cérebro para de funcionar. Também é engraçado que essas pessoas tinham maiores chances de doar dinheiro para entidades de pesquisas sobre doenças cardíacas enquanto pessoas cerebrais doavam para entidades que pesquisavam doenças como o Alzheimer.

Os cientistas acreditam que onde localizamos nosso 'eu' é relacionado com a visão que temos sobre o nosso relacionamento com outras pessoas. Gente que se considera mais independente localiza o eu no cérebro enquanto os mais família apontam o coração.

Se o que os cientistas acham, que a localização do eu pode determinar traços de personalidade, ficar provado, um novo campo de pesquisa pode ser aberto. Pode-se determinar, por exemplo, as melhores opções de carreira para alguém, novas estratégias de marketing serão criadas e também a nossa forma de interpretar outras pessoas pode mudar.

Fonte: Science of Us


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Estresse pode causar doenças de pele


Pacientes com escoriação, automutilação ou compulsão por saber que estão fazendo algo que não está sendo positivo para eles, podem procurar o Ambulatório do Hospital de Ipanema, no Rio de Janeiro. Todas as terças-feiras, a equipe da médica Márcia Senra, coordenadora do departamento de psicodermatologia da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro atende pacientes que sofrem de psicodermatoses encaminhados pelo SUS.
Na consulta, os dermatologistas fazem uma avaliação esquematizada e completa do paciente. Se percebido alguma relação com aspectos psíquicos, o trabalho em conjunto com psicólogos ou psiquiatras se inicia para melhorar as condições e qualidade de vida.
Uma das consequências da sociedade moderna é o estresse, desencadeado por diferentes motivos, desde a pressão no trabalho para o cumprimento de prazos até por ansiedades e nervosismos. Além de causar transtornos em pessoas próximas, já que às vezes “descontamos” nossos problemas nos outros, o estresse afeta a qualidade de vida, podendo ocasionar doenças físicas e emocionais.
Um exemplo destas enfermidades são as psicodermatoses, doenças de pele causadas direta ou indiretamente pelo estresse. A ansiedade, depressão, dificuldade de lidar com a raiva e baixa autoestima são alguns distúrbios que podem ocasionar acne, vitiligo, psoríase, dermatite atópica, calvície, rosácea e herpes.
“A pele é como uma barreira eficiente que protege nossos corpos do meio externo, mas também representa importante local de percepção de vários estímulos. Cerca de 30% das doenças de pele são ocasionadas pelo estresse, mas há também os fatores inter-relacionados, como a genética, que podem ser determinantes nestes casos”, explica Márcia Senra.
O tamanho, a localização, a aparência, o odor, a cor e a textura das psicodermatoses são fatores que podem levar ao constrangimento, isolamento social e até à depressão. Por isso, para tratar-se deste tipo de doença, necessita-se de um trabalho integrado entre dermatologistas, psicólogos e algumas vezes, psiquiatras.
“Alguns pacientes têm dificuldade de aceitar inicialmente o encaminhamento a um profissional especialista em saúde mental. Por isso, é importante a participação ativa da pessoa, porque a cura ocorre, principalmente, do equilíbrio entre mente e corpo”, afirma a médica.
O tratamento é complementado com medicamentos e estratégias que visam à reestruturação de pensamentos, métodos de relaxamento e controle do estresse, como terapias, meditação e atividades físicas regulares, sempre em busca de melhor qualidade de vida. “Foram necessários alguns milênios, mas a noção de que processos psicológicos como as emoções e as relações sociais influenciam o cérebro e o sistema imune, começa a ser reconhecida”, defende a especialista da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro.
Fonte: Jornal do Brasil.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Atividade física é capaz de anular predisposição genética à obesidade


Um jovem que sempre apresentou sobrepeso resolve encarar mais uma dieta. Mesmo com a dieta bem restrita, não consegue estabelecer uma rotina de exercícios e o resultado deemagrecimento acaba não ocorrendo. Algum tempo depois, preocupado com sua saúde, resolve aceitar o convite de um amigo e iniciar em um grupo de corrida. No início, por ser sedentário, apresenta certa dificuldade. Mas logo os resultados começam a aparecer e, mesmo não realizando uma dieta restritiva, os quilos a mais começam a ir embora.
O gene FTO foi identificado em 2007, através de um grande estudo de escaneamento genômico (GWAS). Foi identificado nesse gene um polimorfismo, ou seja, uma variação onde ocorre uma troca de um nucleotídeo T por um A, conhecida como rs9939609. A partir desse estudo ele foi associado com predisposição à obesidade e sobrepeso, antes mesmo de se ter conhecimento da função que a proteína codificada por esse gene exercia. Depois de vários outros estudos subsequentes, o FTO passou a se destacar como o principal gene associado à obesidade de origem multifatorial, onde cada variante do gene aumenta em 1,5kg o peso corporal. Adultos e crianças que possuem as duas variantes do gene apresentam um risco 22% maior de desenvolvimento de obesidade severa.
“Ao contrário do que muitos pensam, a genética funciona como uma receita original, mas podemos alterar o produto final, acrescentando ingredientes saudáveis.”
Atualmente, devido ao conhecimento de sua alta expressão no hipotálamo, região que possui ligação com o controle de apetite e acúmulo de gordura corporal, postula-se que o efeito do FTO seja uma diminuição da saciedade e um aumento da capacidade de captação de gordura pelos adipócitos. Assim, indivíduos com a variante desse gene, ou seja, a presença do alelo A, apresentam um acúmulo excessivo de gordura corporal.
Além dos fatores genéticos, mais fatores afetam o desenvolvimento da obesidade e sobrepeso. Entre eles, hábitos alimentares, gasto energético diário, uso de medicamentos, entre outros. Entre os fatores genéticos, o FTO tem obtido destaque, sendo associado ao sobrepeso em diversas populações em todo o mundo.
Mas ter uma variante do gene FTO não é a sentença final para os quilos a mais. Ao contrário do que muitos pensam, a genética funciona como uma receita original, mas podemos sempre alterar o produto final, acrescentando ingredientes saudáveis. No caso do FTO, esse ingrediente saudável é o exercício físico.
Estudos que analisaram milhares de indivíduos dividiram os grupos em fisicamente ativos e fisicamente inativos. Foi constatado que portadores da variante do FTO que eram fisicamente inativos apresentavam IMC significativamente maior em relação aos indivíduos que não apresentam essa variante. Entre o grupo fisicamente ativo, não houve diferença significativa no IMC mesmo na presença da variante de risco A.
Através da análise desses resultados podemos perceber que a atividade física é um fator de proteção fundamental para o acúmulo de gordura corporal, superando a predisposição genética.  Assim como no caso do jovem que queria emagrecer, apenas com dieta, portadores dessa alteração necessitam do exercício físico para perder gordura corporal e obter o físico desejado.
Temos agora um estímulo a mais para a atividade física. Através dela podemos anular uma predisposição genética ao acúmulo de gordura. Assim são fundamentais os programas de atividade física desde a infância, com o objetivo de diminuir cada vez mais os índices de obesidade e sobrepeso que estão cada vez mais elevados na população mundial.
Por – Lia Kubelka Back
Fonte: Globo Esporte.

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