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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Fatores que acarretam o aumento de peso 3/4 - Obesidade na Infância



O excesso de peso em crianças e adolescentes tem aumentado, acentuadamente, nas últimas décadas, tanto em países desenvolvidos, quanto em países em desenvolvimento. O fato acendeu o sinal de alerta nas organizações mundiais que cuidam da saúde, sobre o risco de uma epidemia generalizada.

Cuidar do problema, em questão, é um desafio considerável. Para tratar a obesidade infantil, é necessário modificar os hábitos de toda a família, com a disponibilidade dos pais e o entendimento das crianças e adolescentes, para compreender que precisam garantir um futuro saudável.

Uma das principais causas dessa crise de obesidade é o avanço da urbanização das cidades. Atualmente, com o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos, e o consequente aumento da violência, não há espaços públicos apropriados para a prática de atividades físicas e recreativas, e nem a segurança necessária para que as crianças brinquem, em suas ruas ou parques.

Assim, as crianças do século XXI, trocaram a liberdade pela segurança da televisão, vídeo game e internet, acarretando uma baixa queima calórica, associada a uma dieta irregular, rica em doces e refrigerantes. Se os hábitos não forem mudados, a alimentação incorreta, aliada ao sedentarismo, acarretará graves problemas à saúde dos jovens, além de danos psicossociais, como a baixa estima e a depressão.

Vale lembrar que um jovem fisicamente ativo, com hábitos de vida saudável, tem mais possibilidades de tornar-se um adulto igualmente ativo, proporcionando um melhor equilíbrio emocional e facilidade no relacionamento em grupo.

Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Em 10 anos, Brasil pode ter 75 milhões de crianças obesas uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos está acima do peso

Obesos entre meninos chegam a 16,6% e 11,8% entre meninas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, fez estudo que revelou que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos de idade está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os obesos entre os meninos chegam a 16,6%, e as meninas somam 11,8%. Se nada for feito para mudar esse quadro, a OMS estima que, até o ano de 2025, haja 75 milhões de crianças com sobrepeso e obesidade no Brasil.

Em 2010, o Ministério da Saúde e o IBGE divulgaram dois grandes levantamentos sobre o excesso de peso e a obesidade no Brasil, O Vigitel Brasil 2009, que usa como metodologia para coleta de dados inquéritos telefônicos e abrange pessoas maiores de 18 anos; e a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008 – 2009 (POF) que realiza as avaliações a partir dos 5 anos de idade. 

Acesse aqui o estudo VIGITEL

Erros alimentares que estimulam a obesidade

A obesidade, além de trazer problemas psicológicos, pode desencadear doenças como diabetes, depressão e alguns tipos de câncer. A recomendação para solucionar o problema é a educação alimentar e nutricional de pais e filhos.

Os “erros” alimentares mais comuns na dieta dos brasileiros são: a ingestão excessiva de açúcar, alimentos processados, sódio e gordura saturada; e a baixa ingestão de frutas, hortaliças e água, a supervalorização do consumo de carnes.

Hábitos Ruins

Comer na frente da TV, ingerir sem uma boa mastigação, engolir compulsivamente ou compensar sentimentos com alimentos hipercalóricos (com a típica frase dos pais e mães "se comer tudo ganha sobremesa") são alguns comportamentos inadequados que impedem o cérebro de trabalhar com a sensação de estar ou não saciado.

"Uma mente distraída na hora da refeição não percebe se comeu um, dois ou três pratos de comida. O melhor que pais e mães devem fazer é aderir a um projeto de reeducação alimentar em grupo. Além, claro, de incentivar e dar o exemplo de refeições saudáveis dentro de casa", explica a nutricionista Lenycia Neri.

Para Karoline Basquerote, especialista em Nutrição Clínica e Doenças Crônicas e em Nutrição em Pediatria, os pais devem ser os primeiros a dar o exemplo em casa adotando uma alimentação saudável. Ela diz que estudos mostram que eles tendem a subestimar o peso corporal dos filhos.

"Também não podemos esquecer as preferências dos pais pelos alimentos industrializados por causa da facilidade de preparo e consumo", observa Karoline, que também é Professora de Nutrição do Tempo Integral.

Como Tratar a Obesidade Infantil

O tratamento para obesidade infantil deve ser feito de forma progressiva e sob orientação do pediatra e de um nutricionista.

Normalmente, o tratamento para obesidade infantil deve incluir mudanças na alimentação da criança e aumento dos níveis de exercício físico, dependendo da sua idade e estado de saúde geral.
Raramente, o médico poderá recomendar o uso de remédios para ajudar a diminuir o apetite ou a cirurgia para redução de peso.

Dicas para a Alimentação da Criança

Os pais devem ajudar a criança a adotar hábitos de alimentação saudáveis e, para isso, algumas dicas São:


  • Evitar comprar alimentos industrializados, que são açucarados ou gordurosos, como bolachas, refeições pré-preparadas;
  • Comprar uma grande variedade de frutas e legumes e dar preferência às frutas cítricas e aos vegetais comidos crus;
  • Os vegetais que necessitam ser cozidos, como a vagem, a berinjela, a abobrinha ou os cogumelos, devem ser preparados ao vapor, sem sal e o azeite deve ser adicionado em pouca quantidade;
  • Não oferecer à criança refrigerantes, dando preferência à água e sucos de fruta naturais;
  • Comprar um prato de tamanho infantil;
  • Evitar que a criança fique distraída durante a refeição, não deixando que veja televisão ou utilize jogos;


Estas dicas devem ser adaptadas de acordo com o estilo de vida da família e segundo as orientações do nutricionista.

Como Aumentar a Atividade Física da Criança

A prática regular de exercício físico é fundamental para ajudar a criança a perder peso. Algumas dicas para ajudar os pais a incentivar o exercício incluem:


  • Limitar o uso de computador e televisão em até 2 horas por dia;
  • Procurar atividades que a criança goste;
  • Incentivar a família a participar regularmente atividades ao ar livre;
  • Permitir que a criança experimente várias atividades.


Clique aqui e assista à reportagem, no Youtube, que mostra os problemas acarretados pela obesidade infantil.



Fonte: Diario do Poder e Tempo de Mulher




sexta-feira, 10 de julho de 2015

CONTROLE DA OBESIDADE NO PRE-NATAL


O feto também sofre as consequências do excesso de peso materno

No Brasil, mais da metade da população está acima do peso. A obesidade é uma epidemia mundial que se dissemina rapidamente.

Os estudos mostram que a prevenção à obesidade deve começar cedo. Mulheres obesas, ao engravidar, tendem a ganhar mais peso, a ter dificuldade de emagrecer depois do parto e a engordar em gestações futuras.

O feto também sofre as consequências do excesso de peso materno. Entre elas:

1) Ganho excessivo de peso na gravidez aumenta o risco de diabetes gestacional, que afeta o crescimento, o metabolismo e a adiposidade fetal.

2) Se o bebê for do sexo feminino, ao crescer com tendência à obesidade, repetirá o ciclo ao engravidar.

3) O período pré-natal e o primeiro ano depois de dar à luz são cruciais para reduzir a obesidade entre as mulheres e preveni-la nas crianças. Em animais, perturbações dietéticas, hormonais e mecânicas nessas fases induzem distúrbios irreversíveis na adiposidade e no metabolismo da vida adulta.

4) Estudos epidemiológicos identificaram os seguintes fatores pré-natais associados ao risco de obesidade na infância e na vida adulta: mães que fumaram durante a gravidez, depressão antes do parto, diabetes gestacional, estresse psicológico (como reflexo da exposição fetal aos glucocorticoides) e até alterações do DNA do cordão umbilical.

5) Ganho rápido de peso nos primeiros três a seis meses de vida aumenta o risco de obesidade e de doença cardiovascular na vida adulta. A lactação não explica inteiramente essas alterações, já que os bebês amamentados no peito materno tendem a ganhar mais peso do que os demais.

6) Bebês alimentados com leite em pó, que começam a comer sólidos antes dos quatro meses, apresentam risco seis vezes mais alto de se tornarem obesos aos três anos de idade. A idade ideal para a introdução de sólidos parece estar entre os quatro e os seis meses.

7) Nosso corpo contém dez vezes mais bactérias do que células. O intestino do feto é estéril, mas, ao nascer, é colonizado na passagem pelo canal de parto. Crianças nascidas de cesariana correm risco mais alto de se tornarem obesas.

8) Está bem documentado que dois fatores pré-natais (ganho de peso materno e fumo durante a gravidez) e dois pós-natais (período mais curto de amamentação e menos horas de sono) estão associados à obesidade infantil. Um estudo com crianças em idade escolar mostrou que filhos de mães que não fumaram nem ganharam peso excessivo durante a gravidez, amamentados no peito por pelo menos 12 meses, período no qual dormiam por 12 ou mais horas por dia, apresentavam 6% de prevalência de obesidade, contra 29% nas crianças em que os quatro fatores estavam na condição oposta.

9) Fatores raciais e socioeconômicos alteram o risco de obesidade na criança. Nos filhos de negros e brancos mais pobres, o risco é mais alto. A prevenção da obesidade deve começar no período pré-natal e nos primeiros meses de vida, muito mais cedo do que imaginávamos.

Fonte: Dr Drauzio Varella

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